Terça-feira, 29 de Março de 2011

Within Temptation - The Unforgiving


Uma das bandas holandesas mais conhecidas no nosso país está de volta com um álbum conceptual baseado na colecção de Banda Desenhada com o mesmo nome.
Apesar de ser um registo adequado ao seu propósito, em que o ouvinte se sente perfeitamente na pele de uma das personagens da história, este não deixa de ser um registo completamente diferente de todos os registos já lançados pela banda até agora, o que vai desiludir muitos e agarrar novos.
Para além da música e da banda desenhada, ainda foram lançados um conjunto de mini-filmes, que dão a conhecer as personagens da história e de novas músicas numa perspectiva diferente.







Short Movies:




Os Within Temptation têm concertos marcados para Portugal para a promoção do novo álbum:
11 de Outubro, Coliseu do Porto
12 de Outubro, Coliseu de Lisboa

Sábado, 26 de Fevereiro de 2011

Sum 41 @ Coliseu dos Recreios - 17/2/11


Foi numa noite fria que os Sum 41 voltaram a pisar os palcos portugueses. Depois do cancelamento do Rock In Rio o ano passado, a banda canadiana cumpriu o tão esperado regresso a Portugal: foram quase 8 anos desde a última vez, em Paredes de Coura.



Às 21 em ponto, sobem ao palco do Coliseu os portugueses Fitacola, que começam a já estar habituados a partilhar o palco com, de uma forma ou de outra, inspirações suas. Dito pelo vocalista da banda, "estive a 1 dia de comprar o bilhete para vir cá, até que nos convidaram". Provavelmente faria companhia a Ganso, dos Tara Perdida, que também estava na plateia do Coliseu. Com mais um concerto impecável e cheio de energia, a banda que continua a apresentar o seu último álbum, Caminhos Secretos, mostrou que está aí para ficar, nem que para isso tenha que se apresentar à última da hora com um baterista "suplente", que esteve irrepreensível (dentro do possível). Pouco mais de 40 minutos depois, os Fitacola saem de palco sob aplausos, com o sentimento de dever cumprindo, mas era hora de dar lugar aos senhores da noite.

A abrir o concerto, a intro do Chuck ouve-se nas colunas do Coliseu, que em termos sonoros não esteve nos seus melhores dias, com alguns problemas ao longo da noite. Com a banda já composta, a primeira música que se ouviu foi My Direction, com o público pouco mexido mas bem audível. Depois da novíssima Skumfuk, foi em We're All To Blame que o Coliseu começou a tremer: a vertente metaleira dos Sum 41 fez com que começassem os primeiros moshes do concerto, com algumas rodas em vários pontos da plateia. Já com algumas pessoas "puxadas" para o palco, Over My Head trouxe a primeira explosão de entusiasmo geral, já que foram poucos os que lá estavam que não vibraram com essa música do Does This Look Infected?.


We're All To Blame

Passando pelo primeiro single do novo álbum (Screaming Bloody Murder) e por uma cover de Billy Idol, os Sum 41 continuaram a destilar sucessos, num alinhamento que facilmente agradaria a qualquer fã, bastando para isso ver a sequência The Hell Song, Underclass Hero e Motivation. Três músicas de três álbuns diferentes, de três fases diferentes.


Depois da primeira metade do concerto, e dando jeito ao público para respirar um pouco, vários riffs de bandas metal foram tocados, suspostamente a pedido do público. Iron Maiden, Ozzy Osbourne, Metallica, Van Halen, Judas Priest ou Slayer, foram alguns dos contemplados com pequenas dedicatórias às suas músicas, feitas pelo guitarrista Tom Thacker.

Para acabar antes do encore, "our first single ever" (Makes No Difference), Still Waiting e In Too Deep. Foi uma saída grandiosa, e enquanto se esperava o regresso da banda, começaram-se a ouvir pedidos de músicas: dum lado gritava-se "No Reason", do outro "Pieces". Foram os adeptos da música mais calma e com mais sucesso comercial que "ganharam". Pieces abriu e de que maneira o encore, criando um clima de preparação para as 2 últimas músicas da noite, músicas que nunca faltaram em concertos de Sum 41. Primeiro Fat Lip, a que lhes deu o estrelato, e à medida que se ouvia público a "imitar" o riff inicial, antecipava-se uns pouco mais de 2 minutos e meio de pura intensidade, algo que os alvos desta música nunca iriam perceber.


Fat Lip

A última música tocada foi obviamente Pain For Pleasure, há anos que os concertos de Sum 41 acabam com o baterista Steve Jocz de microfone na mão e o vocalista Deryck Whibley na bateria, numa homenagem em tom de gozo às bandas Metal dos anos 80. Em suma, acabou em grande um concerto que esteve a alto nível do início ao fim, com um alinhamento que percorreu os 15 anos de carreira da banda de Ontario. O vocalista foi sempre muito comunicativo e percebe-se a bagagem de concertos que a banda já leva, não é por acaso que são cabeças de cartaz em muitos festivais mundiais e que passam a maior parte do seu tempo em tour.


Alinhamento:

Intro (Chuck)
My Direction
Skumfuk
We're All To Blame
Walking Disaster
Over My Head
Screaming Bloody Murder
Rebell Yell (Billy Idol cover)
The Hell Song
Underclass Hero
Motivation
Metal Covers
Mr. Amsterdam
Makes No Difference
Still Waiting
In Too Deep

Encore:
Pieces
Fat Lip
Pain For Pleasure

Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2011

Turisas - Stand Up And Fight

"'Stand Up And Fight' é uma continuação da história de 'The Varangian Way' que começa onde nos deixou, em Constantinopla," explica o vocalista Mathias Nygård. "No entanto, não é uma sequela. De modo geral, as músicas são muito mais universais e tratam de temas que podem ser colocados bem para o mundo moderno como para o Império Bizantino do século XI. 'Stand Up and Fight' tem muito mais para oferecer ao ouvinte contemporâneo."
O maior, mais ousado e extravagante álbum da carreira da banda, "Stand Up and Fight" surge com muitas camadas de orquestração e harmonias corais, acrescentando a estas canções um "intenso de drama e de travessuras". Apesar de permanecer fiel ao espírito de registos do passado, o novo álbum dos Turisas leva os finlandeses a um novo nível de profundidade e ousadia, como o seu som inconfundível que se expande diante de nossos ouvidos, evocando sempre imagens das aventuras vividas pelos Vikings.
"Neste álbum, a narrativa e o sabor do drama musical está presente com mais força do que nunca", explica Nygård. "O álbum também apresenta alguns novos sabores como o rock dos anos 80. Pela primeira vez na história da banda, 'Stand Up and Fight' apresenta sons de instrumentos de cordas clássicos e som de chifres, desempenhado por alguns dos melhores músicos clássicos finlandeses, escolhidos a dedo das principais orquestras sinfónicas na Finlândia e no estrangeiro.

Quarta-feira, 26 de Janeiro de 2011

Top Execute The Sound 2010

Celtic Angel

Melhor Álbum:
1- Ill Niño - Dead New World
2- Sharon Corr - Dream Of You
3 - ReVamp - ReVamp

Álbum Desilusão:
- Linkin Park - A Thousand Suns
- Apocalyptica - 7th Symphony (Estava a espera de mais)
- Agua de Annique - Live in Europe (Um bom registo ao vivo mas não traz nada de novo)

Melhor Música:
1 - Ill Niño - Scarred
2 - ReVamp - No Honey For The Dammed
3 - Limp Bizkit - Why Try

Melhor Concerto (Banda Internacional):
Limp Bizkit @ Pavilhão Atlântico

Melhor Concerto (Banda Nacional):
Tara Perdida @ Voz do Operário

Pior Concerto:
Fantasy Opus @ Incrível Almadense

Banda Revelação (com primeiro álbum em 2010):
ReVamp



Miguez

Melhor Álbum:
Fear Factory - Mechanize | As I Lay Dying - The Powerless Rise | Shining - Blackjazz

O de Fear Factory foi dos primeiros de 2010, aliás, no final de 2009 já andava pela net. É sem dúvida uma jarda do caralhete! O Cazares ter voltado foi crucial, e estes gajos parece que por mais que mudem de baterista, o super beat mantém-se sempre.
The Powerless Rise só vem provar que actualmente, dentro de um género que encontra-se imensamente gasto, continuam a ser os melhores. Terceiro álbum consecutivo de excelência.
Quanto ao Blackjazz dos Shining, não é de facto um álbum que consegue ser ouvido por toda a gente, mas prima sem duvida alguma pela originalidade.

Álbum Desilusão:
Linkin Park - A Thousand Suns | Cancer Bats - Bears, Mayors, Scraps and Bones | Angelus Apatrida - Clockwork

Melhor Música:
Fear Factory - Powershifter | Shining - The Madness And The Damage Done | Murderdolls - My Dark Place Alone

Melhor Concerto (Banda Internacional):
Deftones - Optimus Alive! 2010

Sem dúvida alguma, ainda que o dos Limp Bizkit fique muito perto, mas por outras razões.
Não era grande apreciador de Deftones, mas com este concerto, subiram imenso na minha consideração e gosto pessoal. Descarga brutal de energia, como já não via desde grande parte dos concertos no Super Bock Super Rock 2004 (Static X, Korn, LP, etc).

Melhor Concerto (Banda Nacional):
Bizarra Locomotiva - Feira Internacional de Lisboa (FIL)

Abriram para Moonspell, e deram aos mesmos um valente "bigode"! Mais de metade de quem se deslocou à FIL nesse dia, era para ver Moonspell, mas a grande surpresa foi mesmo a Locomotiva.

Pior Concerto:
Kasabian - Optimus Alive! 2010

Deprimente.

Banda Revelação (com primeiro álbum em 2010):
Leviathan | Triptykon

Não dava para referir apenas uma das duas.
Leviathan, tem uma combinação brutal de folk e melodeath e Triptykon, é "escuro" como tudo, sem ser aquele super peso à black metal mais tradicional, tal como gosto.

Melhor Vídeo:
Deftones - You've Seen The Butcher





Melhor Álbum (Internacional):

1) Ill Niño - Dead New World
2) Korn - Korn III: Remember Who You Are
3) Drowning Pool - Drowning Pool

Álbum Desilusão:
1) Papa Roach - Time For Annihilation
2) Deftones - Diamond Eyes
3) Alter Bridge - AB III (depois de 2 álbuns brutais este foi uma desilusão, embora tenha grandes malhas, para ouvir mais em baixo)

Melhor Música:
As I Lay Dying - Parallels | Alter Bridge - Slip To The Void | Ill Niño - Scarred


Melhor Álbum (Nacional):
Fitacola - Caminhos Secretos

Melhor Música - (Nacional):
Fitacola - Outros Dias


Melhor concerto em nome próprio (Banda Internacional):
Limp Bizkit @ Pavilhão Atlântico


Melhor concerto em festival (Banda Internacional):
Faith No More @ Alive!


Melhor concerto em nome próprio (Banda Nacional):
Tara Perdida @ Voz do Operário

Não dão hipótese. Em qualquer recinto e em qualquer cidade, deixam sempre um rasto de destruição por onde passam.

Melhor concerto em festival (Banda Nacional):
Ramp @ Rock In Rio

Pior Concerto:
Megadeth @ Rock In Rio
Dos que vi minimamente, Kasabian foram piores mas ficam em 2º lugar porque nem estava a ver com atenção.

Melhor Festival:
Alive!

Festival que mais me arrependo de não ter ido:
Nenhum.

Concerto que mais me arrependo de não ter ido:
Slash @ Coliseu dos Recreios

Concerto que mais surpreendeu:
Skunk Anansie @ Alive!

Concerto que mais decepcionou:
Megadeth @ Rock In Rio

Banda Revelação (com primeiro álbum em 2010):
Taperedmind

Melhor Vídeo:
30 Seconds to Mars - Closer To The Edge

Quinta-feira, 30 de Dezembro de 2010

Ill Niño - Dead New World


Ao contrário dos "saltos" que têm dado de editora em editora (já passaram por 3 diferentes), os Ill Niño continuam iguais a si mesmos. Neste novo Dead New World, as percussões tribais continuam lá, assim como as guitarras em tons de flamenco e as mudanças de ritmo inesperadas. É assim que os Ill Niño se caracterizam, é assim que os seus fãs gostam de os ouvir. Nota-se neste álbum uma mistura dos primeiros 3, já que há algumas músicas a fazer lembrar cada um deles. Mi Revolución é claramente Revolution/Revolución (o nome não será coincidência...), God Is For The Dead cheira a One Nation Underground e The Art Of War poderia muito bem estar no Confession. Se tinham intenção de fazer um best-of de todas as suas variações musicais em apenas um álbum, conseguiram-no. Se tinham intenção de deixar de fora o tipo de som mais calmo e mais genérico apresentado em Enigma, também o conseguiram.

 
Produzido pelos próprios, com ajuda de Clint Lowery (Sevendust) e Sahaj Ticotin e mixado por Eddie Wohl (36 Crazyfists, Anthrax), este é um álbum consistente, embora a ordem das músicas talvez não tenha sido a melhor, já que a 2ª metade é muito inferior à 1ª. Como é habitual em qualquer álbum de Ill Niño, há músicas que são simplesmente banais e que não se realçam de maneira nenhuma, já que são "cópias baratas" de outras músicas da mesma banda. É o preço a pagar por se fazer música sempre dentro do mesmo género.

De uma forma geral, é mais um molhe de músicas de Ill Niño que qualquer fã gostará de ouvir e juntar ao resto da discografia. A juntar às citadas acima, é precisamente na última música deste álbum que está toda a essência da banda, fazendo com que o LP acabe em grande: em Scarred ouvem-se todos os "truques" habituais dos Ill Niño e torna-se imediatamente num clássico. É facilmente uma das melhores músicas já feitas pela banda.

Em jeito de nota final, a capa do álbum (desenhada por Tim Butler) poderia ter escrito Soulfly que ninguém estranharia. No entanto, o som que está lá dentro é muito diferente: Dave Chavarri na bateria e Daniel Couto na percussão têm mais uma vez um trabalho fenomenal em imprimir o groove único desta banda, tal como Christian Machado que continua genial na voz. Senão o melhor, um dos melhores vocalistas da actualidade, tanto em estúdio como ao vivo. A qualidade em qualquer dos vários registos vocais que tem de fazer em cada música é irrefutável.


Track List:

1. God Is For The Dead     
2. The Art of War      
3. Against the Wall      
4. Mi Revolución      
5. Bleed Like You     
6 .Serve the Grave      
7. If You Were Me     
8. Ritual      
9. Killing You, Killing Me      
10. How Could I Believe      
11. Bullet With Butterfly Wings (Smashing Pumpkins cover)   
12. Scarred

Escolhas ETS: Scarred; Mi Revolución; God Is For The Dead
Para fãs de: Nonpoint; Sevendust; Soulfly

http://www.myspace.com/illnino

Domingo, 21 de Novembro de 2010

Linkin Park - A Thousand Suns


Se perguntarem a alguém "quais foram as bandas mais influentes dos anos '00?" é sabido que mais tarde ou mais cedo, esse alguém irá dizer "Linkin Park". É inegável o legado que construíram em tão pouco tempo. É inegável o sucesso que tiveram em tão pouco tempo. É inegável que marcaram uma geração e que, mesmo que hoje em dia muitos não admitam, na altura grande parte dos "putos" os ouviam. Conseguiram isto em apenas 3 anos, com apenas 2 álbuns. Em 2000, "aproveitaram" uma sonoridade que estava no auge e, juntando as características individuais de cada elemento, criaram o seu tipo de som, um som único. Em 3 anos o mundo viu a ascensão rapidíssima dos Linkin Park, em 3 anos o mundo ouviu 2 álbuns que juntavam o Rock mais pesado e o Hip-Hop de uma forma nunca antes vista. Naquela altura, milhões gostavam, outros milhões criticavam. Naquela altura, nem os seus maiores críticos poderiam adivinhar o que estava para vir no 4º álbum da banda.

Há 3 anos atrás, tivemos um aviso. Um aviso de que os Linkin Park já não eram os mesmos do início da década: não só mudaram o tipo de som como mudaram principalmente a sua atitude em relação à música. Tudo bem, é normal as bandas alterarem a sua sonoridade e/ou aperfeiçoarem-se, é normal quererem escrever sobre outras temáticas, é normal quererem ir mais além e tentarem coisas novas. O que não é normal é mudarem a sua atitude em relação à sua música, chegando até ao ponto de criticar as próprias músicas, músicas que fizeram tão poucos anos antes. Se assim é, então os Linkin Park merecem bem vários fãs que tinham, que com o passar dos anos os começaram a criticar, justificando apenas que "cresceram" (curiosamente é a mesma desculpa dada pela banda). Com o Minutes To Midnight, embora tenha sido um álbum banalíssimo de Rock, alguns fãs ainda engoliram e continuaram com fé na banda, mas ao ouvir este A Thousand Suns, não há escapatória possível.

A abrir, a habitual música instrumental presente em todos os seus álbuns. Ou neste caso, duas. Logo nestas duas instrumentais se nota algo diferente, mas nada faz adivinhar o que vem a seguir. Em Burning In The Skies, bastam 30 segundos para se perceber o que vai ser o resto do álbum: bateria ausente, guitarra ausente e um sintetizador a fazer lembrar MGMT e tantas outras bandas que dominam os Tops da música actual. Embora tente abrir lá mais para a frente, ao ouvir esta música é impossível não ficar de nariz torcido e com "medo" de ouvir o resto.

Passando um pouco mais para a frente, depois de um interlude, When They Come For Me dá a entender que está de volta o Hip-Hop aos Linkin Park, mas é por pouco tempo. A música começa, não desenvolve, acaba, e a única coisa que a pessoa se lembra é de um bridge. Mais uns interludes para encher e surge Waiting For The End, uma música claramente single... de Fort Minor. Blackout, a música mais "agressiva" do álbum, é perfeitamente aceitável a espaços. A espaços ouvem-se os bons Linkin Park, a espaços ouve-se esta nova versão deles.

Iridescent e The Messenger, começam bem mas rapidamente se tornam monótonas, de tão comuns que são, ao contrário de "baladas" bem conseguidas anteriormente, como My December. Mesmo assim, um ponto positivo de Iridescent é ouvirem-se os 5 instrumentos todos juntos, algo que é demasiado raro num álbum de uma banda (que já foi) de Rock. Pelo meio o 1º single, The Catalyst, que incrivelmente é uma das melhores do álbum e tem, mais uma vez num bridge, a única parte que dá verdadeiramente gosto ouvir.

De uma forma geral, há que realçar as sublimes passagens entre músicas que os seus álbuns continuam a ter, dando sempre a ilusão que cada música não começa e acaba, mas é parte da anterior e da seguinte. Chester Bennington está como sempre esteve, é certo que pode não mandar os berros de há alguns anos mas a sua voz continua igual e com a mesma qualidade, e em algumas alturas até se percebe o quanto está agora a ser desaproveitada.

Ao chegar ao fim de quase 48 minutos, é impossível criticar os Linkin Park por não reinventarem o seu som, por não experimentarem coisas novas. Afinal, em 4 álbuns, só 2 são parecidos. Os Linkin Park fizeram 3 registos musicais completamente diferentes, moldando-se ao som que estava a render nessa altura. E como é óbvio, vão continuar a vingar: pelo seu passado, pelos seus novos fãs que querem ouvir o que tantas outras bandas oferecem, e pelo marketing todo que sempre tiveram. Mesmo assim, até quando estas mudanças irão resultar junto do público?

Track List:
1. The Requiem
2. The Radiance
3. Burning In The Skies
4. Empty Spaces
5. When They Come For Me
6. Robot Boy
7. Jornada Del Muerto
8. Waiting For The End
9. Blackout
10. Wretches And Kings
11. Wisdom, Justice And Love
12. Iridescent
13. Fallout
14. The Catalyst
15. The Messenger

Segunda-feira, 8 de Novembro de 2010

Anneke van Giersbergen & Agua de Annique - Live In Europe


Gravado em França e Espanha no início deste ano, Anneke Van Gierbsergen mostra mais uma vez como adora juntar o pop e o rock, com três novas músicas para apimentar as coisas. Who I Am, Fury and Laugh It Out são melodias frescas e mais vivas que o material mais antigo, que as audiências querem ouvir. Também está presente uma nova versão de Shrink, que foi escrita quando a vocalista tinha apenas 19 anos e já vocalista dos The Gathering.
Esta tour contou com a presença de Rudd Jolie, actual guitarrista dos Within Temptation.

Tracklist:
1- Intro
2- The World
3- My Girl
4- Who I Am
5- Day After Yesterday
6- Hey Okay!
7- Fury
8- Beautiful One
9- Adore
10- I Want
11- Laugh It Out
12- Witnesses
13- Shrink

Domingo, 7 de Novembro de 2010

Disturbed - Asylum


Se há coisa pela qual os Disturbed são muitas vezes criticados, é pela falta de musicalidade ou originalidade das suas músicas. Álbum após álbum, e passados 10 anos do seu 'The Sickness', a banda continua a ter a mesma sonoridade dos 4 álbuns anteriores; se isso é uma coisa positiva ou negativa, só os fãs o poderão dizer, mas tendo em conta a popularidade da banda, não parece que se importem muito. De qualquer das formas, e mesmo mantendo as linhas gerais, o som da banda tem vindo a sofrer alterações subtis e incrementais de álbum para álbum, apresentando-nos agora um 'Asylum' muito bem produzido (pela própria banda), com riffs fortes e bem ritmados com a bateria de Wengren e o baixo de John Moyer. A voz de David Draiman está inalterada: poderosa, muito presente nas músicas e com os seus "tiques" característicos, enquanto debita letras sobre o holocausto, o aquecimento global ou a típica depressão.

Logo a abrir o álbum, uma música instrumental que, em conjugação com a seguinte, formam facilmente a melhor abertura de qualquer álbum de Disturbed, já que ambas foram escritas como um todo e só depois foram separadas para o álbum. A forma como 'Remnants' cresce progressivamente para dar lugar a 'Asylum' é genial, lembrando algumas das bandas que os Disturbed dizem ter como influências. No resto do álbum, conclui-se que é uma boa continuação e sem dúvida melhor que o anterior, 'Indestructible'. Quem gostava desta banda de Chicago até este álbum, tem aqui mais um para gostar. Quem não gostava, não espere grandes milagres.

Track List:

1. Remnants
2. Asylum
3. The Infection
4. Warrior
5. Another Way to Die
6. Never Again
7. The Animal
8. Crucified
9. Serpentine
10. My Child
11. Sacrifice
12. Innocence
13. I Still Haven't Found What I'm Looking For (U2 Cover)

Escolhas ETS: Remnants + Asylum; The Infection; Another Way To Die
Para fãs de: Godsmack; Drowning Pool; SOiL

http://www.disturbed1.com/
http://www.myspace.com/disturbed

Sexta-feira, 22 de Outubro de 2010

Amberian Dawn - End Of Eden


A banda finlandesa regressa com um novo álbum e com a sonoridade que já nos habituou. Os Amberian Dawn descrevem "End Of Eden" como o mais pesado dos seus antecessores, com a voz soprano de Heidi Parviainen tão límpida como sempre e com as letras imersas nos mitos e lendas finlandesas.

Tracklist:

01. Talisman
02. Come Now Follow
03. Arctica
04. Ghostly Echoes
05. Sampo
06. Blackbird
07. Field Of Serpents
08. City Of Corruption
09. Virvatulen Laulu
10. War In Heaven

Segunda-feira, 4 de Outubro de 2010

Sharon Corr - Dream Of You

A violinista dos irlandeses The Corrs decidiu seguir as pisadas da irmã mais nova e também se lançou a solo. Um álbum com uma boa combinação de música tradicional com umas pitadas de pop.

Tracklist:

1. Our Wedding Day
2. Everybody’s Got To Learn Sometime
3. So Long Ago
4. Mná Na h’Éireann
5. It’s Not A Dream
6. Smalltown Boy
7. Buenos Aires
8. Cooley’s Reel
9. Butterflies
10. Dream Of You
11. Real World
12. Love Me Better

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