Uma das bandas holandesas mais conhecidas no nosso país está de volta com um álbum conceptual baseado na colecção de Banda Desenhada com o mesmo nome.
Apesar de ser um registo adequado ao seu propósito, em que o ouvinte se sente perfeitamente na pele de uma das personagens da história, este não deixa de ser um registo completamente diferente de todos os registos já lançados pela banda até agora, o que vai desiludir muitos e agarrar novos.
Foi numa noite fria que os Sum 41 voltaram a pisar os palcos portugueses. Depois do cancelamento do Rock In Rio o ano passado, a banda canadiana cumpriu o tão esperado regresso a Portugal: foram quase 8 anos desde a última vez, em Paredes de Coura.
"'Stand Up And Fight' é uma continuação da história de 'The Varangian Way' que começa onde nos deixou, em Constantinopla," explica o vocalista Mathias Nygård. "No entanto, não é uma sequela. De modo geral, as músicas são muito mais universais e tratam de temas que podem ser colocados bem para o mundo moderno como para o Império Bizantino do século XI. 'Stand Up and Fight' tem muito mais para oferecer ao ouvinte contemporâneo."
Melhor Álbum:
1- Ill Niño - Dead New World
2- Sharon Corr - Dream Of You
3 - ReVamp - ReVamp
Álbum Desilusão:
- Linkin Park - A Thousand Suns
- Apocalyptica - 7th Symphony (Estava a espera de mais)
- Agua de Annique - Live in Europe (Um bom registo ao vivo mas não traz nada de novo)
Melhor Música:
1 - Ill Niño - Scarred
2 - ReVamp - No Honey For The Dammed
3 - Limp Bizkit - Why Try
Ao contrário dos "saltos" que têm dado de editora em editora (já passaram por 3 diferentes), os Ill Niño continuam iguais a si mesmos. Neste novo Dead New World, as percussões tribais continuam lá, assim como as guitarras em tons de flamenco e as mudanças de ritmo inesperadas. É assim que os Ill Niño se caracterizam, é assim que os seus fãs gostam de os ouvir. Nota-se neste álbum uma mistura dos primeiros 3, já que há algumas músicas a fazer lembrar cada um deles. Mi Revolución é claramente Revolution/Revolución (o nome não será coincidência...), God Is For The Dead cheira a One Nation Underground e The Art Of War poderia muito bem estar no Confession. Se tinham intenção de fazer um best-of de todas as suas variações musicais em apenas um álbum, conseguiram-no. Se tinham intenção de deixar de fora o tipo de som mais calmo e mais genérico apresentado em Enigma, também o conseguiram.
Se perguntarem a alguém "quais foram as bandas mais influentes dos anos '00?" é sabido que mais tarde ou mais cedo, esse alguém irá dizer "Linkin Park". É inegável o legado que construíram em tão pouco tempo. É inegável o sucesso que tiveram em tão pouco tempo. É inegável que marcaram uma geração e que, mesmo que hoje em dia muitos não admitam, na altura grande parte dos "putos" os ouviam. Conseguiram isto em apenas 3 anos, com apenas 2 álbuns. Em 2000, "aproveitaram" uma sonoridade que estava no auge e, juntando as características individuais de cada elemento, criaram o seu tipo de som, um som único. Em 3 anos o mundo viu a ascensão rapidíssima dos Linkin Park, em 3 anos o mundo ouviu 2 álbuns que juntavam o Rock mais pesado e o Hip-Hop de uma forma nunca antes vista. Naquela altura, milhões gostavam, outros milhões criticavam. Naquela altura, nem os seus maiores críticos poderiam adivinhar o que estava para vir no 4º álbum da banda.
Há 3 anos atrás, tivemos um aviso. Um aviso de que os Linkin Park já não eram os mesmos do início da década: não só mudaram o tipo de som como mudaram principalmente a sua atitude em relação à música. Tudo bem, é normal as bandas alterarem a sua sonoridade e/ou aperfeiçoarem-se, é normal quererem escrever sobre outras temáticas, é normal quererem ir mais além e tentarem coisas novas. O que não é normal é mudarem a sua atitude em relação à sua música, chegando até ao ponto de criticar as próprias músicas, músicas que fizeram tão poucos anos antes. Se assim é, então os Linkin Park merecem bem vários fãs que tinham, que com o passar dos anos os começaram a criticar, justificando apenas que "cresceram" (curiosamente é a mesma desculpa dada pela banda). Com o Minutes To Midnight, embora tenha sido um álbum banalíssimo de Rock, alguns fãs ainda engoliram e continuaram com fé na banda, mas ao ouvir este A Thousand Suns, não há escapatória possível.
A abrir, a habitual música instrumental presente em todos os seus álbuns. Ou neste caso, duas. Logo nestas duas instrumentais se nota algo diferente, mas nada faz adivinhar o que vem a seguir. Em Burning In The Skies, bastam 30 segundos para se perceber o que vai ser o resto do álbum: bateria ausente, guitarra ausente e um sintetizador a fazer lembrar MGMT e tantas outras bandas que dominam os Tops da música actual. Embora tente abrir lá mais para a frente, ao ouvir esta música é impossível não ficar de nariz torcido e com "medo" de ouvir o resto.
Passando um pouco mais para a frente, depois de um interlude, When They Come For Me dá a entender que está de volta o Hip-Hop aos Linkin Park, mas é por pouco tempo. A música começa, não desenvolve, acaba, e a única coisa que a pessoa se lembra é de um bridge. Mais uns interludes para encher e surge Waiting For The End, uma música claramente single... de Fort Minor. Blackout, a música mais "agressiva" do álbum, é perfeitamente aceitável a espaços. A espaços ouvem-se os bons Linkin Park, a espaços ouve-se esta nova versão deles.
Já Iridescent e The Messenger, começam bem mas rapidamente se tornam monótonas, de tão comuns que são, ao contrário de "baladas" bem conseguidas anteriormente, como My December. Mesmo assim, um ponto positivo de Iridescent é ouvirem-se os 5 instrumentos todos juntos, algo que é demasiado raro num álbum de uma banda (que já foi) de Rock. Pelo meio o 1º single, The Catalyst, que incrivelmente é uma das melhores do álbum e tem, mais uma vez num bridge, a única parte que dá verdadeiramente gosto ouvir.
De uma forma geral, há que realçar as sublimes passagens entre músicas que os seus álbuns continuam a ter, dando sempre a ilusão que cada música não começa e acaba, mas é parte da anterior e da seguinte. Chester Bennington está como sempre esteve, é certo que pode não mandar os berros de há alguns anos mas a sua voz continua igual e com a mesma qualidade, e em algumas alturas até se percebe o quanto está agora a ser desaproveitada.
Ao chegar ao fim de quase 48 minutos, é impossível criticar os Linkin Park por não reinventarem o seu som, por não experimentarem coisas novas. Afinal, em 4 álbuns, só 2 são parecidos. Os Linkin Park fizeram 3 registos musicais completamente diferentes, moldando-se ao som que estava a render nessa altura. E como é óbvio, vão continuar a vingar: pelo seu passado, pelos seus novos fãs que querem ouvir o que tantas outras bandas oferecem, e pelo marketing todo que sempre tiveram. Mesmo assim, até quando estas mudanças irão resultar junto do público?
Gravado em França e Espanha no início deste ano, Anneke Van Gierbsergen mostra mais uma vez como adora juntar o pop e o rock, com três novas músicas para apimentar as coisas. Who I Am, Fury and Laugh It Out são melodias frescas e mais vivas que o material mais antigo, que as audiências querem ouvir. Também está presente uma nova versão de Shrink, que foi escrita quando a vocalista tinha apenas 19 anos e já vocalista dos The Gathering. Esta tour contou com a presença de Rudd Jolie, actual guitarrista dos Within Temptation.
Tracklist: 1- Intro 2- The World 3- My Girl 4- Who I Am 5- Day After Yesterday 6- Hey Okay! 7- Fury 8- Beautiful One 9- Adore 10- I Want 11- Laugh It Out 12- Witnesses 13- Shrink
Se há coisa pela qual os Disturbed são muitas vezes criticados, é pela falta de musicalidade ou originalidade das suas músicas. Álbum após álbum, e passados 10 anos do seu 'The Sickness', a banda continua a ter a mesma sonoridade dos 4 álbuns anteriores; se isso é uma coisa positiva ou negativa, só os fãs o poderão dizer, mas tendo em conta a popularidade da banda, não parece que se importem muito. De qualquer das formas, e mesmo mantendo as linhas gerais, o som da banda tem vindo a sofrer alterações subtis e incrementais de álbum para álbum, apresentando-nos agora um 'Asylum' muito bem produzido (pela própria banda), com riffs fortes e bem ritmados com a bateria de Wengren e o baixo de John Moyer. A voz de David Draiman está inalterada: poderosa, muito presente nas músicas e com os seus "tiques" característicos, enquanto debita letras sobre o holocausto, o aquecimento global ou a típica depressão.
Logo a abrir o álbum, uma música instrumental que, em conjugação com a seguinte, formam facilmente a melhor abertura de qualquer álbum de Disturbed, já que ambas foram escritas como um todo e só depois foram separadas para o álbum. A forma como 'Remnants' cresce progressivamente para dar lugar a 'Asylum' é genial, lembrando algumas das bandas que os Disturbed dizem ter como influências. No resto do álbum, conclui-se que é uma boa continuação e sem dúvida melhor que o anterior, 'Indestructible'. Quem gostava desta banda de Chicago até este álbum, tem aqui mais um para gostar. Quem não gostava, não espere grandes milagres.
Track List:
1. Remnants
2. Asylum
3. The Infection
4. Warrior
5. Another Way to Die
6. Never Again
7. The Animal
8. Crucified
9. Serpentine
10. My Child
11. Sacrifice
12. Innocence
13. I Still Haven't Found What I'm Looking For (U2 Cover)
A banda finlandesa regressa com um novo álbum e com a sonoridade que já nos habituou. Os Amberian Dawn descrevem "End Of Eden"como o mais pesado dos seus antecessores, com a voz soprano de Heidi Parviainen tão límpida como sempre e com as letras imersas nos mitos e lendas finlandesas.
Tracklist:
01. Talisman
02. Come Now Follow
03. Arctica
04. Ghostly Echoes
05. Sampo
06. Blackbird
07. Field Of Serpents
08. City Of Corruption
09. Virvatulen Laulu
10. War In Heaven
A violinista dos irlandeses The Corrs decidiu seguir as pisadas da irmã mais nova e também se lançou a solo. Um álbum com uma boa combinação de música tradicional com umas pitadas de pop.
Tracklist:
1. Our Wedding Day
2. Everybody’s Got To Learn Sometime
3. So Long Ago
4. Mná Na h’Éireann
5. It’s Not A Dream
6. Smalltown Boy
7. Buenos Aires
8. Cooley’s Reel
9. Butterflies
10. Dream Of You
11. Real World
12. Love Me Better
Com um palco muito chegado para a frente e umas bancadas muito despidas, o público recebeu com alguma indiferença a entrada dos The Blackout. O som da banda galesa pouco tem a ver com os senhores que se seguiam e isso ficou comprovado com a reacção das pessoas. Só quando um dos vocalistas (Sean Smith), já a meio do concerto, foi para o meio da multidão, é que esta abriu uma roda em torno dele e começou a vibrar ao som da banda. Mesmo assim, e tendo em conta que os The Blackout são praticamente desconhecidos no nosso país, deixaram uma boa impressão, com meia hora de um Post-Hardcore energético e, pelo meio, uma cover dos Beastie Boys, gritada em coro pelos presentes.
I'm A Riot? You're A Fucking Riot!
Alinhamento:
1. Shut-The-Fuck-Uppercut
2. Spread Legs, Not Lies
3. Children of the Night
4. We're Going To Hell... So Bring The Sunblock
5. Fight for your right (Beastie Boys cover)
6. Save Our Selves
7. I'm A Riot? You're A Fucking Riot!
Meia hora depois, às 21h em ponto, entra em palco a banda mais odiada do planeta. Há 9 anos atrás eram eles quem estava na moda, e por isso mesmo, encheram uma noite neste mesmo Pavilhão Atlântico e ainda repetiram a dose na noite seguinte. Em 2004, quando já se dizia que a banda estava morta, o cenário era praticamente igual ao desta noite de 14 de Setembro, 6 anos depois. Quem gosta mesmo do som da banda, esteve lá desde que os conhece, seja em 2001, 2004 ou 2010. Muitos seguiram a moda e, como a moda já é outra, partiram para outras paragens e seguem as modas de hoje em dia. Outros estiveram lá apenas e só por saudosismo e, mesmo que digam que "agora já não gosto", é inegável que se divertiram tanto como os outros.
Acabados ou não, e depois de um intro, a banda arranca imediatamente com uma das suas novíssimas músicas, Why Try, que meteu logo todo o público a saltar e a dançar de um lado para o outro. Recuaram depois 11 anos até Show Me What You Got, uma música que acalmou imediatamente os ânimos, apenas para rebentar logo de seguida com um dos hinos da banda, My Generation.
Why Try; Show Me What You Got; My Generation
Mais à frente, I'm Broke e 9 Teen 90 Nine confirmaram que esta seria uma noite dedicada principalmente ao álbum onde se incluem essas músicas: Significant Other. Por esta altura, foram chamados ao palco 3 fãs que levaram um cartaz, sendo que um deles estava com umas pinturas faciais a fazerem lembrar o Wes Borland de outros tempos. Depois da conhecidíssima cover dos The Who, Behind Blue Eyes, cantada a plenos pulmões por (quase) todos, e depois de mais uma das inevitáveis do Chocolate Starfish, My Way, surge o riff introdutório daquele que viria a ser o momento mais violento da noite, na plateia claro está. Break Stuff começa a 200 à hora e só acaba o rodopio de mosh quando Fred Durst grita o último "so come and get it!". É tempo de mais uma música nova, Walking Away, que, sendo calma, claramente não tem o mesmo impacto que uma Re-Arranged, que ficou de fora do alinhamento.
Break Stuff
A acabar o concerto, antes do encore, e fazendo referência ao autocarro da tour e às horas e horas de viagem que fazem, começa Rollin' (Air Raid Vehicle), aquela que é para muitos a música referência quando querem atacar a banda de Jacksonville. Pelo meio, ainda houve direito a uns minutos do tema principal do filme Ghostbusters, num registo mais descontraído.
Passado alguns minutos, a banda regressa e dedica a cover seguinte a todos os que odeiam a banda. Yellow, dos Coldplay, é então tocada numa afinação mais grave e com riffs de guitarra mais "à Limp Bizkit". Já a gastar os últimos cartuchos, Take A Look Around: com a já habitual parte em que o pessoal se baixa; Nookie: com uma dedicatória a todas as bandas que mudaram o seu som, prometendo que os Limp Bizkit nunca mudarão. Uma "boca" que cai um bocado em saco roto, tendo em conta as diferenças entre o Three Dollar Bill, Yall$ e o Results May Vary. A última música não podia deixar de ser a incontornável Faith, retirada dos anos '80 e com direito a muitas moças às cavalitas, que foi de resto a única música tocada do 1º álbum da banda.
Faith
Os Limp Bizkit sairam do Pavilhão Atlântico sob uma chuva de aplausos e prometeram voltar no próximo Verão. A avaliar pelas cuecas que foram atiradas para o palco, têm todos os motivos para isso.
Alinhamento:
1. Pure Imagination (Intro)
2. Why Try
3. Show Me What You Got
4. My Generation
5. Livin' It Up
6. Eat You Alive
7. I'm Broke
8. 9 Teen 90 Nine
9. Behind Blue Eyes (The Who cover)
10. My Way
11. Break Stuff
12. Walking Away
13. Rollin' (Air Raid Vehicle)
Encore:
14. Yellow (Coldplay cover)
15. Take A Look Around
16. Nookie
17. Faith (George Michael cover)
1 Shoot It Out
2. The Wicked Ones
3. Now is the Time (Ravenous)
4. One More Day
5. Fix Me
6. Chasing the Rapture
7. Dead in the Water
8. Don't Fight It
9. Waking Up the Ghost
10. Running In Place
1. In the Midnights
2. Whitewater
3. Mercy and Grace
4. Death Renames the Light
5. Anchors (feat. Adam Jackson & Raithon Clay)
6. Long Road to Late Nights
7. Trenches
8. Reviver
9. Caving in Spirals
10. The Deserter (feat. Brandon Davis)
11. Waterhaul II
Escolhas ETS:In The Midnights, Reviver Para fãs de:From Autumn To Ashes; Dry Kill Logic; God Forbid
Numa noite bem quente de Verão, os Rise Against voltaram a pisar os palcos portugueses. Desta vez não foi na Voz do Operário, desta vez não foi a "abrir" para Mad Caddies. Desta vez (7 anos depois) foi em nome próprio, e certamente com uma legião bem maior daquela que os viu nesse dia de Maio, quando ainda estavam numa editora independente e a sua música era muito mais Hardcore do que é hoje em dia.
Mas antes disso, estiveram em palco os portugueses Fitacola. Uma das "novas" bandas do Punk Rock nacional, que recebe inúmeras comparações com outras bandas do género e diversos elogios, sendo-lhes destacadas principalmente a atitude e a mensagem positiva que deixam para os seus ouvintes.
Com um alinhamento a passar por todos os álbuns (2 EPs e 1 LP) em pouco mais de 30 minutos, os Fitacola aqueceram e de que maneira o público, confessando-se até fãs da banda de Chicago, dizendo que "já tínhamos comprado o bilhete antes de sermos convidados!". Uma aposta ganha, definitivamente.
Fitacola
Alinhamento:
1. Falsos Valores
2. Vício
3. Esta Viagem
4. Sobreviver
5. Só Uma Vez
6. Miúdo
7. Outros Dias
8. Acordei
9. Cai Neve Em Nova Iorque
10. Sonho Isolado
11. Desafio Principal
Com pouco tempo de intervalo e como um autêntico furacão, os Rise Against entram em palco a tocar Collapse (Post-Amerika), naquela que viria ser a primeira das músicas tiradas do álbum mais tocado nessa noite, o último da banda, Appeal To Reason. De seguida, uma autêntica "in your face", riffs/voz hardcore e bateria rapidíssima em State Of The Union, numa das poucas revisitações do som old-school da banda.
Com o público já bem animado, leia-se mosh por todo o lado, os Rise Against mostraram o porquê deste ser um concerto em promoção ao seu último álbum, tocando de seguida 11 músicas que estão nos últimos 2 LPs da banda. De destacar, nessa altura, a sequência The Good Left Undone, Chamber The Cartridge (onde todo o Coliseu gritou "RISE! RISE!" enquanto fazia um circle pit gigante) e Drones.
The Good Left Undone
Depois da única música tocada do mítico Revolutions Per Minute, a crítica Blood-Red White And Blue, e antes da 1ª saída de palco da banda, surge Prayer Of The Refugee, a música que levou muitos "jogadores de Guitar Hero" a ouvirem-nos pela primeira vez.
A abrir o encore, altura para descansar as pernas e os punhos e dar uso à voz: Swing Life Away e Hero Of War, duas músicas em tom semi-acústico que levaram ao delírio muitos dos presentes, que cantaram em uníssono cada palavra das suas (geniais) letras.
Hero Of War
Para acabar em beleza, Give It All e Ready To Fall, duas das músicas mais conhecidas da banda e que, de uma vez por todas, mandaram o coliseu abaixo, fazendo com que cada pessoa da plateia gastasse até ao fim as energias que ainda lhe restava.
Em termos sonoros, a única crítica a apontar é volume da voz de Tim McIlrath estar demasiado baixo em grande parte do concerto. De resto, a banda deu o melhor de si, dando um concerto memorável, com uma energia inesgotável e a provar que, embora o som de estúdio já não seja o mesmo de antigamente, a atitude que têm em palco é de uma banda que merece ser apreciada por todas as suas gerações de fãs. Uma autêntica mostra de garra e dedicação, tal como as letras das suas músicas.
Alinhamento:
1. Collapse (Post-Amerika)
2. State of The Union
3. Re-Education (Through Labor)
4. Long Forgotten Sons
5. Injection
6. The Good Left Undone
7. Chamber The Cartridge
8. Drones
9. The Dirt Whispered
10. Audience Of One
11. From Heads Unworthy
12. Savior
13. Survive
14. Blood-Red White and Blue
15. Prayer of The Refugee
Encore:
16. Swing Life Away
17. Hero of War
18. Entertainment
19. Give It All
20. Ready to Fall
Prometendo um álbum com um som "de volta às origens", os Korn acabam de editar o seu 9º álbum de estúdio, convidando para isso o produtor dos 2 primeiros álbuns, Ross Robinson, conhecido por produzir a maior parte dos primeiros álbuns de Nu Metal das grandes bandas do género. O baixista Fieldy anunciou também que a banda não usaria programas de edição como o Pro Tools e que as músicas seriam criadas com aquele espírito que a banda tinha a meio da década de 90.
No entanto, à medida que se ouve o álbum, fica-se com a sensação que este "objectivo" de voltar ao som old-school, proposto pelos próprios, foi pouco cumprindo. Na verdade, mesmo tendo algumas influências de Life Is Peachy ('96) ou de Issues ('99), e notando-se o som muito mais cru que os últimos álbuns, faz lembrar mais as sonoridades de um Untouchables ou de um Take a Look In The Mirror, sem o mesmo "peso" que este último tem. Outra coisa que (ainda) se nota é a falta que faz o ex-guitarrista Head à banda, que dava a profundidade que a banda tinha nos 6 primeiros álbuns.
Por outro lado, esta mistura de som mais "recente" da banda com um estilo de gravação mais antigo acaba por sair positiva, dando o ar de uma evolução do Untouchables, que decerto não vai defraudar as expectativas de qualquer fã da banda.
Este é mais um álbum "à Korn" e, mesmo que à primeira audição não seja notado, os pequenos detalhes que fazem o som típico dos Korn estão lá todos, do início ao fim.
Track List:
1. Uber-Time
2. Oildale (Leave Me Alone)
3. Pop a Pill
4. Fear Is a Place to Live
5. Move On
6. Lead the Parade
7. Let the Guilt Go
8. The Past
9. Never Around
10. Are You Ready to Live?
11. Holding All These Lies
1. It's Alive (How I Made a Monster)
2. No Bad Blood
3. We Wrote A Song About You
4. First Bite
5. Nothing But Mistakes
6. Make Friends and Enemies
7. I Will Always Let You Down
8. Black Hearts
9. Teenage Wastelands
10. Roadsick
11. A Sharp Tongue Can Cut Your Own Throat
Escolhas ETS:No Bad Blood Para fãs de:Atreyu; Killswitch Engage; Hills Have Eyes
O álbum de estreia a solo de Floor Jansen, a vocalista dos extintos After Forever, chega-nos com uma imagem de tão poderosa continua a sua voz. Um registo que certamente irá agradar aos fãs da antiga banda de Floor, pelas suas parecenças ao estilo antigo, e bem como aos fãs da sua voz.
Tracklist:
1. Here's My Hell 2. Head Up High 3. Sweet Curse 4. Million 5. In Sickness 'Till Death Do Us Part: All Goodbyes Are Said 6. Break 7. In Sickness 'Till Death Do Us Part: Disdain 8. In Sickness 'Till Death Do Us Part: Disgraced 9. Fast Forward 10. Kill Me With Silence 11. The Trial Of Monsters 12. Under My Skin 13. I Lost Myself 14. No Honey For The Damned [Bonus Track]
1. Now Rise
2. Game Over
3. Fractured (Everything I Said Was True)
4. Release Me
5. Stolage
6. 911ost
7. Trophy WiFi
8. Words Don't Mean A Thing
9. Left Behind
10. No View Is True
11. Stares
Escolhas ETS:Now Rise Para fãs de:Deftones; Chevelle; Earshot
1. Cryin' Like a Bitch
2. Saints and Sinners
3. War and Peace
4. Love-Hate-Sex-Pain
5. What If
6. Devil's Swing
7. Good Day to Die
8. Forever Shamed
9. Shadow of a Soul
10. The Oracle" (Instrumental)
11. Whiskey Hangover
12. I Blame You
Escolhas ETS:Shadow Of A Soul; Good Way To Die Para fãs de:Disturbed; Flaw; Cold